domingo, 22 de março de 2015

Leve Consciencia

Leve Consciência é uma Ideia com duplo sentido que por um lado nos remete a  Leveza e suavidade, buscando a essência das coisas mais do que a forma, valorizando o natural e espontâneo, fugindo do excesso de comunicação sem sentido e sem conteúdo e  por outro lado nos fala de Iniciativas construtivas, que buscam  despertar nos outros a consciência de si mesmas e  da interdependência de todos no contexto social.

Ao aderir a ideia "Leve Consciência",  estamos buscando a leveza e simplificação na  maneira de compreender o mundo e na forma de se  expressar e interagir com as pessoas.
 
Buscando uma linguagem simples e acessível a todos, falando com poucas mas ricas palavras, capazes de expressar e  valorizar cada vez mais a essência das coisas, agindo em conformidade com o que acreditamos  e nos tornando assim um espelho de nossas ideias.

Evitando simplesmente retransmitir o que recebemos dos outros, mas sim colocar nossa essência nas coisas que passamos adiante, encontrando e repassando os valores construtivos e positivos para que nossas ações e comunicações sejam motivadoras de iniciativas positivas.

Buscando  incentivar iniciativas que melhorem o uso dos recursos naturais e simplifiquem a vida das pessoas e da sociedade e  divulgar as boas idéias e incentivar as pessoas e a sua prática. Esse despertar da consciência  significa sair do "Piloto Automático" e viver a vida na sua essência.

Leve consciência não é apenas uma ideia para ficar na cabeça das pessoas é algo para colocar em pratica através ações inovadoras, é buscar iniciativas simples mas que ajudem as pessoas em suas dificuldades, unir esforços comuns e integra-los.


Esperamos que essa atitude possa melhorar  a forma como as pessoas entendem o mundo, e criar uma nova forma de agir e pensar, que traga mais felicidade e leveza as pessoas.

Como um Beija-Flor, despretensiosamente sugando o néctar de cada flor e ao mesmo tempo polinizando e multiplicando ideias e criando novas oportunidades para as pessoas.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Reflexões sobre a Expansão Consciencia

Uma das características da mente Racional é a separação das coisas em partes para que possam ser analisadas e compreendidas. A analise ocorre de forma sequencial, parte por parte, unindo aos poucos as partes e formando um todo coerente.  Ao mesmo tempo que essa caraterística facilita a analise das partes, dificulta que tenhamos uma visão Sistêmica do todo até que todas as partes tenham sido analisadas.

As ideias produzem impulsos elétricos no cérebro e se propagam entre os neurônios como tempestades cerebrais, que deixam pontos marcados na floresta virgem de nosso cérebro. O esforço da reflexão e investigação criam  pontes de ligação entre os neurônios,  triangulando uma área e fazendo nascer a compreensão, em um processo conhecido como sinapses. Assim, vamos por partes para chegar a compreensão do todo. Degrau por degrau subimos na escada da compreensão.

É como se estivéssemos aos poucos ligando partes de nós mesmos que estavam separadas. Este processo nos faz refletir que estas partes ligadas no permitem uma maior auto-compreensão e ao mesmo tempo nos mostra outras partes que precisam ser ligadas.
Então, entendemos que "Religare" na pratica, talvez seja estabelecer a unidade entre as diversas dualidades contrarias de nossa complexa natureza interna, nos tornando cada vez mais perenes e menos específicos, participando de ondas mais abrangentes na vida do universo e dos seres.

Talvez seja esta linearidade da razão, que nos leva a ver as coisas separadas no tempo e no espaço, a causadora de  nossas ilusões. Temos dificuldade de unir as pontas opostas e perceber que elas são uma ilusão de ótica, uma visão apenas parcial da Realidade. Vemos uma reta com dois opostos separados, mas  talvez esta reta seja na verdade uma curva, e que nos extremos deste circulo os opostos estão unidos.

Expandindo a mente alem da caixinha da razão, percebemos que múltiplas possibilidades podem ocorrer simultaneamente sem se anularem e que multas coisas não ocorrem necessariamente de forma sequencial e antagônicas como pensamos.

Seria mesmo possível, que sem nos darmos conta, ensinamos enquanto aprendemos, curamos enquanto ferimos, amamos enquanto odiamos, somos ativos enquanto passivos, fortes enquanto fracos, criativos enquanto conservadores e egoístas enquanto altruístas?
Olhando para a paisagem do Rio de Janeiro visto de cima, o Cristo de Braços abertos sobre a Guanabara, os barquinhos minúsculos sobre a enseada de Botafogo, a sombra da montanha sobre os edifícios.. Tudo isso traz uma paz e sentido de ordem e beleza que nos encantam.

Mas se descermos vemos a agitação na cidade, a gritaria das pessoas, o conflito, a briga na rua, os assaltos,  percebemos que estas pessoas estão vivendo uma outra realidade e nem se dão conta das maravilhas de quem vê a cidade do alto, ou pelos olhos do turista que observa tudo com isenção e só consegue ver a beleza, porque não é tragado pelas agitações da sobrevivência.

E nós, será que conseguimos mergulhar na agitação e voltar para o topo para desfrutar suas belezas? Será que aprendemos a conviver com as duas realidades?E qual seria a chave para abrir a caixinha da mente e nos permitir ampliar nossos horizontes para compreender a dualidade dos contrários?

Os sábios costumam oferecer como resposta a uma pergunta uma outra pergunta.
Jesus recomendou aos seus discípulos que voltassem ser como as criancinhas para abrir as portas do Reino dos Céus.


Será que o Mestre estava aconselhando a ser um eterno perguntador, substituindo sempre que possível os pontos finais e exclamações, por pontos de interrogação? Será que a vida não é uma eterna sucessão de perguntas, onde uma resposta conduz sempre a uma outra pergunta, indefinidamente?