terça-feira, 5 de maio de 2015

O trem que chega é o mesmo trem da partida

Agora foi a vez da Lisana nos trazer uma joia preciosa.
Vejam que musica linda, "ao som da numerologia" ela ganha um novo sentido..

"Amigos,
Mais uma joia de Milton Nascimento, uma Alma iluminada, capaz de expressar com tanta profundidade e ao mesmo tempo leveza nossos sentimentos, emoções e escolhas. ”O trem que chega é o mesmo trem
da partida...”, “a vida se repete nas estações”, mas as histórias são construídas de diversas maneiras e a cada viagem o trem traz uma energia diferente."
Lisana.


Milton Nascimento - Encontros e Despedidas


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar

Link: http://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/encontros-e-despedidas.html#ixzz3ZJazssRS

domingo, 3 de maio de 2015

Nao se afobe não que nada é para já

Estava refletindo sobre a sabedoria do tempo, como ele nos transforma naquilo que imaginamos que seria impossível atingir, como ele nos traz o aprendizado no tempo certo...

Vejo os jovens ansiosos e sedentos que colocam os pés no caminho da espiritualidade, então me veio esta sábia canção de Chico Buarque, que gostaria de compartilhar com vocês...



Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar ...
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos ...

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você...


Lindo, não?

Quem sabe hoje nós também estamos aprendendo com a sabedoria dos sábios que um dia aprenderam a amar e a viver..  Vasculhamos suas cartas, seus livros, suas gavetas e amamos com o amor que um dia amaram deixaram para nós...


abs,